sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Encontro Nacional da Pastoral da Juventude começa neste domingo (8) em Maringá (PR)

Maringá (PR) recebe a partir de domingo (8) mais de 600 jovens vindos de todas as regiões do Brasil para participar do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ). Até o dia 15 de janeiro estão programadas atividades como palestras e trabalhos em grupos para refletir, partilhar e celebrar a vida e a caminhada dos grupos de jovens. É a primeira vez que o encontro acontece em uma cidade da região sul do país.

“Somos Igreja Jovem” é o tema central desta edição. “Este décimo encontro marca uma etapa fundamental no processo de evangelização da juventude. Com a participação dos jovens que virão representando todas as dioceses do Brasil, nós queremos juntos retomar este caminho fazendo com que cada jovem seja protagonista, jovem evangelizando jovem”, destaca o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti.

O encontro também vai reunir vários bispos do Brasil e especialistas e autoridades que trabalham com o público juvenil. Já estão confirmadas as presenças da Secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo, representando o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina, e a secretária adjunta da Secretária Nacional de Juventude, Ângela Guimarães.


Programação
O encontro terá início no domingo com a celebração da Santa Missa que será presidida pelo presidente da Comissão Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Eduardo Pinheiro da Silva, às 19h30 na Catedral de Maringá. Na segunda-feira pela manhã uma cerimônia no Centro de Formação Bom Pastor, local do encontro, vai marcar a abertura oficial dos trabalhos.

Assessores e especialistas vão conduzir com os jovens, no decorrer da semana, atividades contemplando temas como o Concílio Vaticano II, o projeto de revitalização da Pastoral Juvenil da América Latina, políticas públicas e direitos para a juventude, as diretrizes da ação evangelizadora da Igreja do Brasil, a Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, entre outros. A proposta visa possibilitar um amplo olhar sobre a realidade juvenil brasileira a partir das experiências dos grupos de jovens.

Na terça-feira, o dia será dedicado a um trabalho de visitação missionária. Os jovens serão divididos em grupos e acolhidos em 12 paróquias da arquidiocese de Maringá, onde terão a possibilidade de conhecer as realidades locais e também partilhar as experiências de ser Igreja de outras regiões do país.

A missa de encerramento do 10º ENPJ vai acontecer no sábado (14), na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe. A celebração terá início às 15h e será presidida pelo arcebispo Dom Anuar Battisti. Depois da celebração, por volta das 17h30, os jovens vão se concentrar no estacionamento do estádio Willie Davids para realizar uma marcha em favor da Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. A manifestação será acompanhada de um trio elétrico e vai terminar na Praça da Prefeitura.

Além do tema, “Somos Igreja Jovem”, o encontro tem o lema “Na ciranda da vida, a nossa missão é amar sem medida” e a iluminação bíblica extraída do evangelho de João, “Ele tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jo 13,1). Durante todos os dias da programação, uma equipe de jovens estará atualizando com notícias e imagens do encontro o hotsite www.pj.org.br/enpj e as redes sociais da Pastoral da Juventude.

Presente em 80% das dioceses do Brasil
Considerada a maior organização juvenil do país, a Pastoral da Juventude (PJ) é ação organizada dos jovens católicos que, em pequenos grupos nas comunidades, vivem sua missão de anunciar Jesus Cristo. Presente em 80% das dioceses da Igreja Católica no Brasil, a PJ defende uma educação popular e também a educação da fé como caminho que possibilita aos jovens uma formação integral da pessoa humana.

A Pastoral faz parte da articulação da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, e tem como prioridade capacitar lideranças para serem formadoras de outros jovens, construindo a cidadania e tornado-os protagonistas de um outro mundo possível.


Página do 10 º ENPJ na Internet: www.pj.org.br/enpj
E-mail do 10º ENPJ: enpj@pj.org.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Vem aí o 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude

Cerca de 700 jovens de todas as dioceses do Brasil irão se reunir na Cidade de Maringá/PR de 08 a 15 de Janeiro de 2011 para o 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude.
Em 2011, a Arquidiocese de Maringá recebe os jovens da Pastoral da Juventude do Brasil, para reafirmar sua eclesialidade refletindo e celebrando o tema: Somos Igreja Jovem e embalados pelo lema: Na Ciranda da vida, a nossa missão é amar sem medida.
Conheça um pouco da história dos nove encontros que antecederam o 10º ENPJ que fizeram história na vida de muita gente em nosso país.  Clique Aqui!

Entre seus objetivos específicos, o ENPJ pretente:
  • Ser um espaço de encontro, de troca de experiências dos grupos e vida das lideranças, enquanto Igreja Jovem;
  • Celebrar e refletir sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II, Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil e do Projeto de Revitalização da PJ Latino Americana;
  • Assumir a caminhada da PJ para os próximos anos tendo em vista seu plano de ação, missão e intervenção social considerando a diversidade da realidade da juventude brasileira;
  • Analisar a conjuntura da defesa da vida da juventude a partir de seus espaços vitais;
  • Celebrar o Deus da vida para animar a missão de construir a Civilização do Amor.
A diocese de Criciúma contará com a participação dos jovens Marcos Tramontin, Jonathan Velho Búrigo, Marcelo Matos Pereira, Rodrigo Szymanski e Janine Salvaro.
Confira a programação, notícias, e muito mais no site: http://www.pj.org.br/enpj

Assista o vídeo motivacional do 10º ENPJ

sábado, 31 de dezembro de 2011

Em 2012, já sabemos, o caminho é o amor!

Festejar 2012 é também recordar o ano que passou. 
2011 passou e com ele foram muitas as sementes lançadas, a partir da caminhada da Pastoral da Juventude, nas comunidades, nos grupos de jovens, paróquias e diocese. 
"O Semeador saiu a semear". (Mc 4, 3)
Sejamos a boa semente que cai no solo fértil. 
Com coragem e esperança acolhamos 2012. 
Que possamos continuar a escrever essa história.

Assista ao vídeo da PJ Diocese de Criciúma, com a memória do ano de 2011.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E o pejoteiro saiu a pejotar




E o pejoteiro lembrou aquilo que disse Jorge Boran sobre as “etapas percorridas”. Ele olhou para a sua própria história pastoral e se admirou ao perceber que tudo então fazia sentido, desde a convocação ao grupo de jovens, a nucleação, as reuniões todos os domingos, os retiros, as discussões, as festas, as formações, os encontrões e os encontrinhos... Tudo estava claro agora.

E ele lembrou também sobre o que a Carmem Lucia dizia a respeito da importância da vivência no grupo e na comunidade. E ele pode entender que tudo o que partilhou em sua capela, com aquela gente simples que celebrava e refletia sobre a vida e a missão de Jesus também fazia todo o sentido agora.

Foi na restauração destas lembranças que ele fez memória da frase do Hilário Dick que dizia que a história de um povo é a sua coluna vertebral. Foi olhando para sua própria "coluna" que o pejoteiro percebeu que havia muito ainda para poder caminhar.

Por fim, o pejoteiro lembrou também o que disse o Gisley: “Vamos juntos gritar, girar o mundo. Chega de violência e extermínio de jovens”. O pejoteiro olhou para seu passado, sua história e olhou também para seu presente. Há tanta gente que precisa conhecer o que ele viveu, há tantos que podem fazer esta mesma experiência, mas não a fazem porque nunca ouviram falar de Pastoral de Juventude. Há tanto bem para ser feito.

Então o pejoteiro tomou uma decisão. Ele pegou sua Bíblia, suas fichas de dinâmicas, seus livros sobre pastoral e sobre juventude, sua pasta de cantos, seu violão e muitos papéis coloridos, fitas, panos, bandeiras, botões, cola e tesoura. Ele iria partir em missão. Tinha muitas sementes que gostaria de lançar. E o pejoteiro saiu a pejotar.

Num primeiro momento chegou num grupo fantástico. A turma era dinâmica e alegre. Ele chegou e se apresentou. Embora eles não soubessem o que significava ser pejoteiro, o jovem foi acolhido de uma forma exemplar. Lá ele aprendeu e ensinou coisas. Foi uma experiência bacana estar com eles. Saiu de lá fortalecido. E deixou um grupo mais animado ainda.

Chegou num segundo grupo. Passou um tempo com eles. Ele falou, provocou, tocou, cantou, fez dinâmicas, mas não sentia profundidade neles. Quando parecia que a ideia lançada ali ia produzir algo, logo a proposta morria. E o pejoteiro achou suas sementes preciosas demais para serem gastos com jovens sem tanta acolhida.

E partiu novamente para sua missão num terceiro grupo. E ficou bastante tempo com eles também. E foi percebendo que embora as propostas que ele chegou a lançar ali parecessem surtir algum efeito, na verdade ninguém as assumia de fato. Os jovens dali tinham tantas opções, que não priorizaram o que o pejoteiro havia proposto. Quando havia conflitos de interesses ou as datas batiam, suas propostas, embora bem acolhidas, não vingavam. E o pejoteiro achou novamente que suas sementes eram preciosas demais para serem desperdiçadas com jovens com outras prioridades.

Mas quando chegou no quarto grupo se deparou com uma situação ainda pior. Por mais que ele insistisse, por mais criativo que ele fosse, não importava quantas piruetas desse ou quais músicas cantasse, o grupo não saia do marasmo. A proposta lançada parecia não surtir efeito. Eram como sementes jogadas num concreto seco e quente. Nada vingava ali. E o pejoteiro partiu novamente.

Voltou para sua capela. Precisava recarregar as baterias. Participou então de um círculo bíblico. Eles refletiam o segundo capítulo de Mateus. E um versículo soou para ele como uma epifania: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes”. Foram as palavras de Jesus que lhe deram um ânimo novo. O problema não era o que fazia, as dinâmicas que usava ou a música cantada. Muito menos o problema estava na sabedoria e na vontade do pejoteiro. Era preciso tratar da doença. Ir até as causas e não olhar somente para as consequências.

A realidade de cada grupo foi pouco valorizada por ele. O problema era o “como”. Cada um dos grupos merecia um tratamento e uma abordagem diferente de acordo com o chão em que ele pisava. A semente que ele lançava era importante? Claro que era. Mas um bom agricultor sabe cuidar da terra antes do plantio. Assim, ele pode tirar as pedras, adubar e revirar aquelas pouco profundas, como também pode retirar os espinhos que sufocam as plantinhas recém brotadas e carpir o mato que brotava junto com elas. E mesmo que seja uma superfície de concreto, não há nada que o tempo, a chuva e o vento não faça brotar nas rachaduras. Há sempre de se encontrar as brechas.

E o pejoteiro, criativo como era, voltou. E antes de lançar as sementes procurou conhecer a realidade dos grupos por onde passava. Tão importante quanto apresentar a proposta e motivar sua vivência é conhecer o chão que se pisa. Só assim se pode por a mão na massa com eficiência, ousadia e confiança.

Em Lauro Müller, jovens se reúnem em Retiro Paroquial.


No Domingo dia 20 de Novembro a Pastoral da Juventude e o Grupo de Oração Jovem De Lauro Müller realizou VI Retiro para a Juventude com o tema “Os sonhos e a fantasia do jovem”. O encontro contou com a articipação de aproximadamente 90 jovens da paróquia Imaculado Coração de Maria de Lauro Müller se reuniram na comunidade de Rio da Vaca. O retiro iniciou às 9:00hs com a animação da banda Mensageiros da Fé de Criciúma e pregação dos Jovens Danilo e Taise, logo após o almoço Ministério Arte e Resgate da paróquia apresentou o teatro “Cadeia das Drogas”. O encerramento foi com a Santa Missa presidida pelo padre Joel Savio de Urussanga.

Foi um dia com muita oração, animação e reflexão para que a juventude diferencie os sonhos da fantasia, e não vivamos como jovens alienados naquilo que o mundo nos oferece. E mais próximos de Deus sejamos jovens que acreditam na esperança pra que os sonhos da Juventude nunca sejam esquecidos.


Colaboração: Gabriela Machado Schuch 
Coordenação Paroquial PJ - Lauro Müller / SC

Em Santa Catarina, Audiência pública repudia redução da maioridade penal



Pastoral da Juventude esteve presente, contribuindo no debate (Foto: Fernando Salazar / Agencia RBS)
A redução da maioridade penal foi criticada durante audiência pública que discutiu o assunto, na tarde desta segunda-feira (5), na Assembleia Legislativa. O encontro foi solicitado pela Comissão de Segurança Pública, por iniciativa de seu presidente, deputado Marcos Vieira (PSDB), devido ao aumento no número de ocorrências policiais envolvendo crianças e adolescentes.
Os participantes concluíram que o enfrentamento desse problema deve ser feito com a criação de políticas públicas que protejam crianças e adolescentes e implantem, de fato, o Estatuto da Criança e Adolescentes (ECA), além de investimentos maciços em educação e saúde. Mas os participantes cobraram resultados práticos. “Já foram realizadas várias audiências como essas, os discursos são os mesmos, mas na prática, não se vê nada”, lembrou o representante do Movimento Hip Hop, Jean Fábio.
Todos os membros da mesa manifestaram-se contra a redução (Foto: Lucas Gabriel Diniz)
Marcos Vieira citou dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina sobre a participação de menores em crimes. De janeiro a setembro, em Florianópolis, 58 jovens se envolveram em crimes violentos. “Países que reduziram a maioridade penal não obtiveram redução nos índices de violência e foram obrigados a voltar atrás”, afirmou.
A promotora Márcia Aguiar Arend, representante do Ministério Público, afirmou que a defesa pela redução da maioridade penal é um discurso oportunista e midiático. “O que faz uma nação ser menos violenta é o estado de civilidade das pessoas e isso não passa pelo processo penal”, destacou a promotora.
O juiz Alexandre Takashima considera que os índices de criminalidade representam um pedido de ajuda dos menores de idade. “Só a lei não basta. O ECA tem seus defeitos e restrições, pode ser melhorado, mas ainda não foi implementado”.
Pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (CEDCA/SC), Leonardo Floriani Thives afirmou que a formação de uma rede social de proteção aos menores e a luta por uma escola pública de qualidade, contemplando o ensino, inclui o acesso ao lazer, à arte e à cultura.
O secretário regional da PJ, Rodrigo da Silva, defende a necessidade de políticas públicas para superação da violência e apresenta dados catarinenses (Foto: Dierry Telles)
A delegada de polícia Juliana Gomes afirmou que a Polícia Civil é cobrada quando um menor pego em conflito com a lei é posto em liberdade, o que causa revolta nas vítimas. Mesmo assim, ela se posicionou contra a redução da maioridade penal. “Compreendo as pessoas que defendem que a redução seria uma medida eficiente, mas não é”, considerou.
O advogado Henrique Brüggemann, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), chamou a atenção para a precariedade do sistema prisional estadual. “A cadeia não está funcionando. Do que adianta mandar mais gente para lá?”, questionou.
A secretária adjunta de Justiça e Cidadania de Santa Catarina, Mônica Forcellini, acredita que a redução da maioridade penal apenas sublima o problema. “Nossa secretaria está tentando mudar radicalmente o Departamento de Administração Socioeducativo (Dease), porque não basta trancafiar o menor. Ele vai voltar ao crime”, reconheceu.

Pastoral da Juventude de Santa Catarina avalia e planeja caminhada

O final de semana foi momento reflexão e planejamento para a Pastoral da Juventude de Santa Catarina. Reunidos na paróquia São Paulo Apostolo em Capinzal jovens de 9 dioceses do estado integrantes da Coordenação Regional da Pastoral da Juventude planejaram as ações para o próximo ano e avaliaram as atividades do ano que chega ao fim.

O trabalho de dois dias na reflexão da caminhada foi conduzido a partir das propostas apontadas na 11° Assembleia Regional da Pastoral da Juventude (ARPJ) que aconteceu em setembro, na oportunidade os jovens buscaram avançar ainda mais na construção e continuidade da caminhada.

Nas definições do grupo estão os projetos regionais assumidos pela pastoral, formas de organizar os trabalhos e definição das equipes, celebração dos 30 anos da PJ que será realizada em novembro de 2012 com um grande acampamento em uma das dioceses do regional, entre outros pontos mais particulares para andamento das ações e trabalho da PJ em todo o estado.

A partir do mês de janeiro o regional da pastoral da juventude terá a frente dos trabalhos o jovem Uilian Dalpiaz eleito na ARPJ ocupando o lugar do então secretário Rodrigo da Silva.



Texto: Aline Nandi Foto: Marcos Tramontin
Membros da equipe Teias da Comunicação- PJ Regional Sul 4

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pastoral da Juventude da Diocese de Criciúma reflete “Desafios e perspectivas” em sua 10ª Assembléia Diocesana.

Durante os dias 26 e 27 de Novembro de 2011 a Pastoral da Juventude da Diocese de Criciúma/SC esteve reunida na casa de encontros da Congregação dos Josefinos de Murialdo, em Balneário Arroio do Silva/SC, para a sua 10ª Assembleia Diocesana. Nestes dias, animados(as) pelo tema: “PJ: Desafios e Perspectivas” e embalados(as) pelo lema Permaneça firme naquilo que aprendeu e aceitou como certo” II Tm 3, 14, foi possível avaliar e planejar a caminhada da PJ na diocese.

Estiveram presentes jovens representantes de coordenações paroquiais da PJ, grupos de jovens, Coordenação e Assessoria diocesana da PJ. O bispo diocesano Dom Jacinto Inácio Flach também esteve presente durante a manhã do sábado(26), no início dos trabalhos, aonde falou a todos os participantes da “importância destes momentos para planejar a caminhada levando em conta a comunhão com a Igreja, em vista da vida da juventude”.

Conduzida a partir do método Ver, Julgar e Agir, e permeada pela mística dos lugares bíblicos de Belém (Lc 2, 1-20), Nazaré (Lc 4, 14-21), Betânia (Lc 10, 38-42), Samaria (Jo 4, 1-42) e Jerusalém (Lc 24, 13-35), a Assembléia proporcionou aos participantes refletir a caminhada da PJ em momentos de debate, trabalho em grupo, plenária, oração, conversa, troca de experiência, avaliação, planejamento, celebração, estudo e reflexão.

O Agir da assembléia foi pautado pelo estudo e análise das 4 linhas de ações presentes no plano de ação 2009-2011 que prevalecem para os próximos 2 anos: Articulação e Acompanhamento, Formação, Assessoria e Defesa da vida.A partir delas, o grupo propôs novos projetos e seus responsáveis, levando em consideração as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora – DGAE 2011-2015, o processo de construção do Setor Diocesano de Juventude e suas atividades conjuntas, a Jornada Mundial da Juventude, Pré-Jornada nas dioceses, a Peregrinação da Cruz, e a Campanha da Fraternidade 2013.

A 10ª Assembleia aclamou a recondução do jovem Marcos Tramontin ao serviço de coordenador diocesano da PJ por mais 2 anos. Com ele, a equipe formada pelos coordenadores e representantes paroquiais, assessores/as diocesanos/as irá coordenar os trabalhos da Pastoral da Juventude em comunhão com toda a igreja diocesana de Criciúma. A assembléia foi encerrada com a Celebração Eucarística, presidida pelo Assessor Diocesano da PJ, Pe. Bento Ailton Zilli.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Advento é o tempo da cor Roxa no ano litúrgico. O Advento marca o período de preparação da chega do menino Jesus. O Termo advento que se origina da palavra latina advenire, que quer dizer chegar. Advento é período de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos organizamos para festejar o Senhor que veio que vem e que virá. A chegada do Messias que foi anunciado pelos mais variados Profetas do Antigo Testamento. “Aquele que chega” para anunciar um tempo de novidades a todos os povos, principalmente (exclusivamente) aos Pobres. 
A história do Povo de Deus, dos escolhidos, é a historia de um povo que se coloca a caminho. Um caminho percorrido por muitos anos, gerações e gerações caminharam e foram: escravos, reis, nobres, andarilhos, fieis, incrédulos, santos e profetas.
Mateus mostra estas gerações de caminhantes a partir da geração de Jesus. “livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.2 A Abraão nasceu Isaque; a Isaque nasceu Jacó; a Jacó... 15 a Eliúde nasceu Eleazar; a Eleazar nasceu Matã; a Matã nasceu Jacó;16 e a Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo.” Jesus nasce de um povo, da mesma forma que foi anunciado Jesus “chega” em uma família humana, com uma historia é filho de Maria e de José. Jesus “chega” ao mundo, como feito homem.
O local escolhido, mesmo que Jesus aparece como descendente da linhagem do Rei Davi, Jesus “chega” como pobre entre os pobres. Uma gruta, manjedoura, canto abandonado... Talvez um local um tanto quanto desprezível para a “chegada” do Libertador. Não, era o local perfeito, pois ele vem “Para anunciar boas novas aos pobres; para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”Lucas 4:18 Eis que ele nasce ali, naquele local de pobres em meio aos pobres.
Chegando ao inicio de um novo ano litúrgico em nossa tradição, inicio tem tudo a ver com “chegar” com advento com natal, com nascimento, com Jesus. Este “chegar” não é um fim, pois é o inicio de um ano litúrgico, ("Liturgia", em grego, formado pelas raízes leit- (de "laós", povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público) é o inicio de nosso ano de um serviço, não qualquer serviço, é o serviço ao criador, e em imediato serviço aos irmãos. Pois na liturgia o ponto alto, é a Eucaristia (Ação de graças, sacramento que, contém real e substancialmente o corpo, o sangue, a alma e a Divindade de Jesus Cristo sob as espécies de pão e de vinho). Em outras palavras é o banquete onde Cristo se fez alimento para todos/as.
Entrando neste tempo de graça que se espera a “chegada” de Jesus, somos convidados a acalmar nosso ser e pensar(rezar) este Tempo. Deus Vem, não estamos meditando ou celebrando o Deus que veio(passado), mas estamos iniciando o tempo da “chegada”, pois, Deus Vem. Nos diz o Papa Bento XV em artigo meditação do advento “«Desperta! Recorda que Deus vem! Não veio ontem, nem virá amanhã, mas hoje, agora! O único verdadeiro Deus, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó não é um Deus que está no céu, desinteressando-se de nós e de nossa história, mas é o Deus-que-vem»” É o Deus que vem... Desta forma temos a certeza que o nosso Deus-que-Vem é um Deus que se encarna em nossa opressão, que caminha com todos os povos, principalmente os pobres. Bento XVI ainda nos diz que: “O Advento é mais adequado que nunca para converter-se em um tempo vivido em comunhão com todos aqueles -- e graças a Deus são muitos -- que esperam um mundo mais justo e fraterno. Este compromisso pela justiça pode unir em certo sentido os homens de qualquer nacionalidade e cultura, crentes e não crentes. Todos, de fato, estão animados por um anseio, ainda que diferente por suas motivações, de um futuro de justiça e de paz.” 
Advento tempo da “chegada”, um tempo de anunciação. Um tempo de reflexão e caminhada. É tempo de partir como fizeram os Reis magos guiados pela estrela. Se nosso Deus é um Deus em movimento, um Deus-que-Vem que chega, nosso Deus é um Deus caminhante. Deus que vem e que caminha com e para os pobres.
Somos convidados neste tempo de Chegada a meditar a vida da Juventude. Logo após a “chegada” de Deus-Menino o sistema se sentido ameaçado pelo Rei(que nasceu em uma manjedoura) determina que se exterminem todas as crianças. Hoje o Sistema Extermina (morrem por dia, em média, 54 jovens vítimas de homicídio no Brasil e ainda vale lembrar que um estudo inédito divulgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos estima que 33.504 adolescentes brasileiros serão assassinados em um período de sete anos, que vai de 2006 a 2013.) a Juventude não permitindo que ela seja protagonista de sua Própria historia.
É este o tempo da “chegada” de um novo entusiasmo em defesa da vida da juventude, este tempo Litúrgico de “chegada” (e de partida para missão) é o tempo do nosso Deus-que-Vem em defesa de seu povo (de sua juventude que esta oprimida e morre) é o tempo da Justiça e da Paz como nos diz o Papa Bento XVI.
Que este período propicio de meditação da “chegada” de Cristo como um indefesso que nasce no meio dos pobres e é perseguido com violência e foge do extermino, seja o nosso tempo de Chegada(partida) para a resistência contra os que desfrutam da Morte. Que o Deus-que-Vem permaneça em nosso meio nos animando a anunciar e a denunciar as opressões que Ele mesmo experimentou.

Rodrigo Szymanski 
22/11/11
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