quarta-feira, 16 de julho de 2008

Dom Eduardo Pinheiro, Fragmentos’ da Homilia de encerramento da XV Assembléia Nacional da PJB

(Liturgia do Domingo e o ‘Cego de nascença’ – Jo 9)

CONSTATAÇÕES:

Ao lado da constatação da beleza, valor, importância, necessidade da Pastoral da Juventude percebemos – aqui e ali – um perigoso distanciamento e descrédito entre a Pastoral da Juventude e a estrutura organizativa da Igreja, principalmente com relação ao clero. Assim como há uma urgente necessidade de crescimento da opção afetiva e efetiva da Igreja pelos jovens; há também urgência de uma mais forte opção afetiva e efetiva da pastoral da juventude pelo clero.

Fico me questionando sobre as causas desta situação.

Deixando de lado argumentos que possam estar relacionados a alguns elementos da pós-modernidade ou de modelos de Igreja, quero descobrir aquilo que está mais ao nosso redor, diante de nossos olhos.

O que tem contribuído para esta delicada situação?

Por parte do clero, será que o medo, dificuldades em compreender a juventude, idéias pré-concebidas, pequenos atritos ou mal-entendidos foram as causas principais? Será que o crescimento de outras propostas de trabalho com a juventude acaba dando mais resultados imediatos, visíveis e, por isso, mais ‘tentadores’? Será que os padres, os bispos, os adultos estão percebendo certa fragilidade da pastoral da juventude na formação global dos jovens?

Por parte da pastoral da juventude, será que nos despreocupados de alguns elementos da vida cristã? Ou será que foi por falta de ‘jeitinho’ na hora de abordar certos assuntos? Será que a instrumentalização da pastoral da juventude por certos grupos, principalmente políticos, não prejudicou em algum lugar esta relação com a Igreja? Será que o problema não está em alguns comportamentos contrários aos princípios cristãos e orientações da Igreja com relação à afetividade-sexualidade, vividos, principalmente em encontros, congressos, seminários, confraternizações, etc.? Será que o menosprezo a certos valores como a castidade e a relação sexual como algo exclusivo no matrimônio, vivido por alguns não dificultaram esta empatia? Será que a não preocupação com a vivência dos sacramentos (eucaristia dominical, confissão, matrimônio) por certas lideranças também não acabou prejudicando esta harmonia?

MISSÃO DA PJ

A missão da PJ é a mesma da Igreja: EVANGELIZAR! Isto significa: ‘fazer valer o Evangelho’ diante do jovem (enquanto pessoa), na Igreja, na sociedade.

A missão da PJ é preciosa tanto para a Igreja quanto para a Sociedade! Cuidemos disso!

O maior valor da PJ é a responsabilidade de CAPACITAR/FORMAR o jovem CRISTÃO-CIDADÃO e, não, em primeiro lugar, ‘transformar a realidade social’. Este objetivo jamais poderá desaparecer de nossos corações, projetos, pastorais, mas não podemos esquecer de que nós apenas ‘contribuimos’ com a construção de um mundo melhor. E, para isto, é imprescindível a força e profecia de jovens amadurecidos em todas as suas dimensões.

O grande valor da experiência de GRUPO, do PROTAGONISMO gradual, da participação do jovem na renovação da Igreja e da Sociedade deve encontrar em nossa pastoral um campo propício e constante de capacitação.

PORTANTO, É PRECISO:

1º) Tornar a PJ mais conhecida, amada e respeitar o processo de amadurecimento de cada jovem, de cada juventude.

2º) Fazer valer com mais intensidade a FORMAÇÃO INTEGRAL para formar o cristão-cidadão:
- para todas as fases da vida do jovem
- é a maior riqueza que podemos oferecer à Igreja e à Sociedade: preparar – pela reflexão, ação e oração – os jovens que estão conosco!

3º) Dar mais valor à experiência de GRUPO:
- rever modelos; criatividade; arte
- pensar em propostas próprias para os adolescentes
- ser capaz de nuclear, convocar, envolver, cativar os jovens para a experiência grupal.

4º) Desenvolver a dimensão VOCACIONAL no processo formativo:
- porque o jovem tem direito a este acompanhamento: Projeto Pessoal de Vida;
- porque a Igreja e as PJs necessitam de pastores com experiências em juventude, grupos, pastoral da juventude
- Precisamos provocar o convite explícito à vocação religiosa e sacerdotal!

5º) Aproximar-se da Catequese de CRISMA:
- presença, apoio, convite
- oferecer propostas aos adolescentes e jovens, antes da realização do Sacramento

6º) Cuidar da relação dentro da IGREJA: clero, Setor Juventude, Adultos
- desarmar-se
- tomar iniciativas; ser criativos
- ajudar na formação do clero (bispos, padres, seminaristas) mostrando a identidade, o valor, a beleza da pastoral da juventude na vida dos jovens.
- capacitar os adultos e sensibilizá-los para a realidade juvenil: situação, dores, sofrimentos, indignidade…

7º) Rever as PJs específicas (Planos, organização, dinâmica, prioridades, etc) à luz dos DOCUMENTOS (ler, entender, dialogar, trabalhar…):
- Documento 85- Documento de Aparecida
- Objetivos da PJB (Estudos 76)
- Diretrizes da CNBB e o seu Objetivo Geral

CUIDADOS:
- Não se queimar por pouca coisa
- Não se desligar das bases e ambicionar cargos e poderes na organização
- Não perder a identidade cristã-católica quando entrar em contato e parceria com grupos políticos, religiosos, órgãos, e outros
- Falar e se apresentar sempre como Igreja- …

É preciso continuar amando, acreditando e investindo na pastoral da juventude e torná-la cada vez mais desejada por toda Igreja que, ao contemplá-la na sua originalidade, vai percebendo ser ela uma proposta séria e consistente de envolvimento e formação integral da juventude, através do protagonismo, da simpatia, do profetismo no mundo e do amor incondicional a Jesus Cristo e à Igreja que ele fundou. É preciso “privilegiar na pastoral da juventude processos de educação e amadurecimento na fé como resposta de sentido e orientação da vida, e garantia de compromisso missionário” (Documento de Aparecida, 446d).

+ Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Bispo referencial do Setor Juventude da CNBB

fonte: http://cnbbsul4.org.br/blog/pjs/2008/07/16/dom-eduardo-pinheiro-fragmentos-da-homil

Um comentário:

  1. acredito que podemos questionar algumas atitude desta homilia, mais tambem acredito que se torna meio conservador se alinahrmos, por mera bnecessidade de aglutinar pessoas, acredito que algumas atitudes devemos rever sim, mais tbm acredito que somos nos a mudança desta sociedade nao somente formadores de cidadao e sim formadores de lutadores por um outro mundo possivel, acredito que o clero nao se alinha mais nas ideias e tenta tanto combater a PJ oela suas atitudes de nao aceitar de guela abaixo tudo ....
    acredito que nosso clero tbm se torna a cada dia mais concervador....
    a uma precucupacao em aglutinar pessoas e nao a formar contrutores da civilizacao do amor ....

    acredito que a pj ainda e o caminho, e tambem acho que devemos refletir alguns pontos, nao para se aproximar dels mais para mostra nossa cara ;;;;

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...