quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sobre o tempo e as jabuticabas!

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver

daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele garoto que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele degustou displicente,

mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir

quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalômanos.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis

para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias...

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que,

apesar da idade cronológica, são imaturas...

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram

pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Sem muitas jabuticabas na bacia,

quero viver ao lado de gente humana, muito humana;

que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,

não se considera eleita antes da hora,

não foge de sua mortalidade,

defende a dignidade dos marginalizados

e deseja tão somente ser feliz.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

que acreditam em Deus e exercitam a sua fé

Doando-se na ajuda incondicional ao outro;

desfrutar do amor

absolutamente sem fraudes,

nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena!

Basta o essencial!

*****************************************************

(Autor Desconhecido)


Fonte: www.jornaldeopiniao.com.br

2 comentários:

  1. O texto acima é de autoria de Paulo Freire.

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  2. O texto acima é de autoria de Rubem Alves

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