segunda-feira, 13 de abril de 2009

Os Meios de Comunicação da Igreja - Nas mãos de dez famílias...



Pe. Zezinho e Os Meios de Comunicação da Igreja
Nas mãos de dez famílias... - 10/09/2008

O quadro pode mudar, mas no momento em que este livro sai da gráfica, o Brasil está sendo evangelizado PRINCIPALMENTE pelas mensagens de cerca de dez famílias católicas, pentecostais ou evangélicas. A mídia religiosa que mais repercute está nas mãos ou sob a direção delas.
Fundadores, familiares, cunhados, ou primos e casais há mais de vinte anos na direção desses grupos de fé, respondem seja como dirigentes da programação, seja pela direção de cadeias de emissoras religiosas, ou conduzem programas que chegam a cerca de 80 milhões de brasileiros.

O leitor saberá, se quiser pesquisar, quem dirige, prega, faz a pauta e decide o que vai ao ar. Verá a forte influência de famílias na evangelização do Brasil de agora. Não deixa de ser admirável. Não deixa, também, de ser preocupante. Dez a quinze casais, por mais de vinte anos a influenciar com os seus programas a sua visão de Cristo e de Igreja a mais da metade dos cristãos do país podem formar um país mais cristão, ou mais do jeito deles.
É de se perguntar se tais famílias realmente interpretam e representam o pensar dos cristãos do mundo, ou se o que ensinam leva um povo inteiro a pensar mais como eles do que como as igrejas às quais dizem pertencer... Vale o que estas famílias, seus filhos e parentes pensam ou vale o que séculos de busca de teólogos, filósofos, mártires e catequistas cristãos nos ensinaram?
Não é influência excessiva de apenas dez a quinze famílias, muitas das quais demonstram pouquíssima familiaridade com os teólogos e pensadores cujos livros marcaram a história do cristianismo? Não teria o púlpito cristão abandonado a história de suas igrejas em troca das histórias dessas famílias e dos seus seguidores? Não teria o púlpito mudado de mãos e, com o advento da mídia, ido parar nas mãos de quem não leu nem a décima parte dos documentos da fé cristã?

A catequese cristã e familiar na mídia no Brasil diversamente do que sucede na maioria dos outros povos, está excessivamente influenciada por cerca de dez a quinze famílias. Não tem havido sucessão, como acontece com paróquias, dioceses e igrejas. Refletir é preciso. Os primeiros a fazer tal reflexão deveriam ser tais famílias. Foram eleitas? Criaram tais mídias e não pretendem passá-las a outras mãos? Quem determina a catequese naquela mídia poderosa? Eles ou um conselho?

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