terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sábado, 28, iniciou oficialmente a visita Ad Limina.

Entre os compromissos do dia, a comitiva dos bispos e quatro padres dos regionais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul visitaram o Secretariado da Pastoral da Saúde.

Os visitantes foram ao Dicastério do Santo Ofício, a Comissão de Doutrina e Fé.
No mesmo dia, os presentes participaram da oração do oficio de vésperas, abrindo Advento e Ano litúrgico, sob a presidência do Papa Bento IV. “A condução do oficio de vésperas feita pelo Papa foi uma emoção. Ficamos em cadeiras especiais bem próximos do Papa”, enfatizou Pe Vilmar.
“Como acompanhamos os bispos, os padres ficam na segunda fileira. Deu para perceber que o papa é baixo e está com uma aparência bem idosa”, relatou padre Wilson.

A segunda-feira iniciou com a Missa na Basílica de São Pedro, na Cripta, junto ao túmulo de São Pedro. Após a Missa, houve um momento de oração, junto ao túmulo de João Paulo II, onde os visitantes cantaram: a Benção João de Deus.

Houve um encontro com o Conselho "COR UNUM". Este Conselho foi fundado pelo Papa Paulo VI em 1971, que tem a finalidade de orientar e animar a caridade na Igreja. Foi lembrado que a Caridade é constitutiva na Missão da Igreja. O encontro concluiu com a seguinte reflexão: é necessário que as Entidades Sociais e as Pastorais Sociais tenham uma mística e a espiritualidade cristã.
Ainda no mesmo dia, a comitiva visitou o Tribunal Eclesiástico. Lá foi apresentado um relatório referente aos Tribunais Eclesiásticos de SC e RS. Este relatório foi feito pela equipe do Vaticano, a partir dos relatórios enviados e nele constam comentários e orientações.
As visitas continuaram pelo Tribunal da Penitenciaria Católico, ou chamado também de Tribunal da Misericórdia, que trata das questões referente ao foro interno da consciência das pessoas.
No período da tarde, o grupo de Santa Catarina foi visitar a Rádio Vaticano. Esta rádio teve início com o Papa Pio XI. Atualmente transmite programas para mais de 40 línguas diferentes. O papa percebeu que precisava de uma rádio para que a sua voz passasse alem da Praça de São Pedro.
no dia 1º de dezembro, o grupo estiveram no Conselho da Cultura, Congregação dos Bispos, Congregação para Instituto de Vida Consagrada, Conselho para os Leigos e participaram da Missa no Pio Brasileiro e Jantar com os estudantes.

No dia 02 dezembro estiveram nos seguintes locais: Congregação para a Educação Católica; Congregação do Clero, de responsabilidade do cardeal brasileiro, Dom Claudio Hummes; Congregação para o Culto Divino.
Ainda na quarta-feira, bispos e padres participaram da Missa na Basílica Santa Maria Maior, presidida pelo bispo Emérito de Lages, Dom Oneres Marchiori. Após a Missa encontro com o Instituto "Obra da Igreja", onde houve momento de oração, conhecimento histórico e do carisma.


Foto: bispos do Regional Sul 3 e Sul 4


Dia 03 de dezembro, o dia foi permeado de encontro e visitas: no Conselho para o Dialogo Inter-Religioso; na Congregação para Evangelização dos Povos; Missa na Basílica de São Paulo, fora dos Muros. Esta foi presidida pelo Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings.
Nesta sexta- feira, 4, a comitiva esteve Conselho de Pastoral para os Migrantes e Nômades do mar, dos Ciganos, dos Moradores do Rua, das Crianças de Rua; Conselho de Justiça e Paz.
No período da tarde, Dom Jacinto, Pe Vilmar e Pe Wilson visitaram Pe Vitor Cursi, padre Rogacionista que trabalhou muitos anos no Brasil, inclusive no Seminário Rogacionista em Criciúma

No último sábado, 5, os bispos dos Regionais Sul 3 e 4 da CNBB (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) foram recebidos em audiência coletiva pelo Papa Bento XVI. Dom Murilo Krieger, arcebispo de Florianópolis saudou o Papa e apresentou os desafios e esperanças presentes nos dois estados. Bento XVI dirigiu a palavra aos bispos falando das universidades e escolas católicas como lugares onde se formam se comunicam a cultura cristã.

Discurso do Papa aos bispos brasileiros:

Venerados irmãos no Episcopado,

Dou as boas-vindas e saúdo a todos e a cada um de vós, ao receber-vos colegialmente no quadro da vossa visita Ad Limina. Agradeço a dom Murilo Krieger as expressões de devotada estima a que me dirigiu em nome de todos vós e do povo confiado aos vossos cuidados pastorais nos Regionais Sul 3 e 4, expondo também os seus desafios e esperanças. Ouvindo estas coisas, sinto elevarem-se do meu coração ações de graças ao Senhor pelo dom da fé misericordiosamente concedido e arduamente concedido à vossas comunidades eclesiais e por elas zelosamente conservado e transmitido, em obediência ao mandato que Jesus nos deixou de levar a sua Boa Nova a toda a criatura, procurando impregnar de humanismo cristão a cultura atual.

Referindo-me à cultura, o pensamento dirige-se para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola -, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome “católicas”. Ora “é precisamente na referência explícita e compartilhada por todos os membros da comunidade escolar – embora em graus diversos –à visão cristã que a escola é “católica”, já que nelas os princípios evangélicos tornam-se normas educativas, motivações interiores e metas finais” (Congregação para a Educação Católica, Doc. A escola católica, n. 34). Possa ela, numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade e fundamental da educação cristã.

Entretanto também as escolas estatais, segundo diversas formas e modos, podem ser ajudadas na sua tarefa educativa pela presença de professores crentes – em primeiro lugar, mas não exclusivamente, os professores de religião católica – e de alunos formados cristãmente, assim como pela colaboração das famílias e pela própria comunidade cristã. Com efeito, uma sadia laicidade da escola não implica a negação da transcendência, nem uma mera neutralidade face àqueles requisitos e valores morais que se encontram na base de uma autêntica formação da pessoa, incluindo a educação religiosa.

A escola católica não pode se pensada nem vive separada das outras instituições educativas. Está ao serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educativa qualificada. O problema de sua paridade jurídica e econômica com a escola estatal só poderá ser corretamente impostado se partirmos do reconhecimento do papel primário das famílias e subsidiário das outras instituições educativas. Lê-se no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: “os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos”. O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz Cristo o centro do processo educativo.

Este processo, que tem início nas escolas primária e secundária, realiza-se de modo mais alto e especializado nas universidades. A Igreja foi sempre solidária com a universidade e com a sua vocação de conduzir o homem aos mais altos níveis do conhecimento da verdade do domínio do mundo em todos os seus aspectos. Apraz-me também aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.

Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que, em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferecida de mão estendida; a todos recordo que “a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente” (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.

Venerados Irmãos no episcopado, na união a Cristo, precede-nos e guia-nos a Virgem Maria, tão amada e venerada nas vossas dioceses e por todo o Brasil. Nela encontramos, pura e não deformada, a verdadeira essência da Igreja e assim, através dela, aprendemos a conhecer e a amar o mistério da Igreja que vive na história, sentimo-nos profundamente uma parte dela, tornamo-nos por nossa vez “almas eclesiais”, aprendendo a resistir àquela “secularização interna” que ameaça a Igreja e os seus ensinamentos.

Enquanto peço ao Senhor que derrame a abundância da sua luz sobre todo o mundo brasileiro da escola, confio os seus protagonistas à proteção da Virgem Santíssima e concedo a vós, aos vossos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos empenhados, e a todos os fiéis das vossas dioceses paterna Bênção Apostólica.

Vaticano, 05 de dezembro de 2009

Bento XVI – Papa


Foto: Dom Jacinto Inácio Flach, Bispo Diocesano de Criciúma com Papa Bento XVI


Foto: Pe. Wilson Buss, vigário geral da Diocese de Criciúma com Papa Bento XVI

Hoje, 8, dia de Nossa Senhora da Conceição é feriado em Roma, e portanto, não há atividades oficiais da visita Ad Limina.


Já na segunda-feira, o grupo esteve visitando o Pontifício Conselho a Família. Onde falou-se muito a respeito da Pastoral Familiar. “A família não pode e não deve ser apenas objeto de evangelização, mas deve ser sujeito da evangelização. Ela deve ser discípula missionária do Senhor”, segundo o representante do Pontifício. Falou-se também da necessidade de fazer da preparação para o sacramento do Matrimônio. “Um verdadeiro catecumenato, um bom tempo de preparação, com continuação e acompanhamento após o casamento”, acrescentou.
Os visitantes participaram de uma Missa na Basílica São João de Latrão. Basílica esta, onde ocorreram cinco Concílios na Igreja e, a quarta e a última Basílica em que foi celebrada Missa pelo grupo dos regionais Sul 3 e 4.. A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Florianópolis, Dom Mutilo Krieger, que celebrou 40 anos de ordenação sacerdotal.

O grupo foi recebido pelo embaixador do Brasil junto ao Vaticano, Luiz Felipe de Seixas Corrêa. O embaixador expôs aos bispos e padres presentes questões relevantes a embaixada, ouviu dos visitantes aspectos da Igreja do Brasil, respondendo os questionamentos feito pelos mesmos, especialmente com relação ao acordo Brasil e Vaticano.

Para amanhã, estão previstas duas audiências: Congregação para a Causa dos Santos e a Comissão para a América Latina.

A visita será encerrada dia 10, com as visitas ao Conselho para a Comunicação Social e o Conselho para a Unidade dos Cristãos.

Dom Jacinto Inácio Flach

O que é a visita Ad Limina?

“A Visita Ad Limina é uma maneira de mostrar a nossa unidade da Igreja de Criciúma com a Igreja do Mundo inteiro e de modo especial com a sede da Igreja Católica que esta em Roma. Não estamos isolados, mas o que fazemos faz parte de um todo”.


Como a comitiva do Rio Grande do Sul e Santa Catarina está sendo acolhida?

“Sentimos um clima fraterno de acolhida e um olhar para a Igreja do Brasil com muito respeito e esperança por parte de Roma. Há uma ótima acolhida onde estamos hospedados, bem ao lado da Praça de São Pedro, de fronte da Janela onde o Papa trabalha e faz o Angelus, aos domingos”.


Há um clima de cobranças?

“Não há um clima de cobrança, mas pelo contrário um clima muito fraterno, de entre ajuda. Querem ouvir para aprender e para ajudar. Eles elogiam muito as atividades pastorais que são feitas no Brasil”.

Qual a rotina da comitiva?

“Geralmente são quatro audiências por dia além das celebrações. Aconteceram quatro grandes celebrações nas maiores Basílicas de Roma: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo”.

Informações pelo e-mail: pewilson@diocesecriciuma.com.br

Pe Wilson Buss está a convite de Dom Jacinto participando da visita.

Pe Vimar Moretti, também participa a convite do bispo de Caçador.

Morgana Rosso

Setor de Comunicação - Diocese de Criciúma

48-03433-6313

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