quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pastorais e Movimentos Sociais realizam 2ª Assembleia Popular Nacional

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Na tarde desta terça-feira, 25, tem início em Luziânia (GO), a 40 km de Brasília, a 2ª Assembleia Popular Nacional. O evento é fruto da 4ª Semana Social Brasileira, evento organizado pelas Pastorais Sociais, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e também pelo Jubileu Sul, movimento social que nasceu no ano 2000, com o objetivo de discutir a dívida pública, externa e ecológica – além de outros temas, que deverão ser tratados até a sexta-feira, 28, na Assembleia. O encontro terá início com uma análise de conjuntura feita pela assessora das Pastorais Sociais da CNBB, irmã Delci Franzen, e pelo economista e ativista social, membro da direção nacional do Movimento Sem Terra (MST).

Cinco anos depois da 1ª Assembleia, este segundo encontro, que começa amanhã, deverá reunir 600 pessoas vindas de todos os estados do Brasil, para dar continuidade às discussões em torno do documento “O Brasil que Queremos” – texto que foi aprovado na primeira Assembleia Popular, que aconteceu em outubro de 2005, em Brasília.

Segundo irmã Delci Franzen, o evento é um passo no fortalecimento dos movimentos sociais brasileiros. “A Assembleia Popular Nacional é uma resistência das forças sociais do Brasil que nasce para superar os dissensos que esses movimentos vêm sofrendo nos últimos anos em nosso país. A Assembleia é um instrumento muito importante na busca do método popular que sistematiza o Brasil que queremos”, disse.

Ainda de acordo com irmã Delci, a Assembleia criou força política no Brasil porque conseguiu reunir vários movimentos e pastorais sociais em torno da causa do cidadão brasileiro. “A luta da Assembleia Popular é válida porque se trata de uma grande reunião das pastorais e movimentos sociais brasileiros. Com isso, conseguimos firmar uma grande força política que discute sua pauta com o povo e para o povo – a partir de temas relevantes que dizem respeito aos direitos e deveres desse mesmo povo”, frisou.

Pauta

Durante os quatro dias de encontro, os participantes irão apontar os possíveis caminhos para um Brasil mais justo e que esteja a serviço do bem comum da população. Os temas tratados estarão em sintonia com o documento “O Brasil que Queremos”. As novas discussões, porém, irão atualizar o texto, com ênfase no resgate da esperança para o debate das lutas do povo e promoção e articulação das organizações do país diante da atual conjuntura política nacional.

As organizações populares debaterão ainda sobre os direitos ambientais, civis, políticos, sociais, econômicos e culturais. Cada um desses eixos abordará a realidade da organização, formação e luta dos setores populares, assim como apontará para a concretização destas frentes nas comunidades camponesas e urbanas no próximo período.

Segundo Luiz Bassegio, da coordenação nacional da Assembleia Popular Nacional, além de refletir sobre o Brasil que as organizações querem construir, este é um momento de fortalecer o poder popular e de preparar as lutas do próximo período.

“Nos últimos anos, os estados se envolveram com a realização de atividades concretas, elaboração e estudo do instrumento de preparação para a 2ª AP. De agora em diante, o nosso desafio é ampliar as articulações com setores do campo e da cidade. É urgente que cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras estejam envolvidos em lutas políticas, através dos debates, mobilizações e participação efetiva”, afirmou.

A caminhada e os participantes

A 2ª Assembleia Popular Nacional vem de um processo amplo de articulação e organização de várias campanhas, redes e movimentos sociais no Brasil. Desde 2005, quando ocorreu a I Assembléia Nacional, estados e municípios debatem a construção “do Brasil que queremos”.

Mobilizações nacionais como a Campanha contra a ALCA, a Campanha pela Reestatização da Vale, as Semanas Sociais Brasileiras e a Campanha Contra os Altos Preços da Energia Elétrica foram assumidas pela Assembleia Popular (AP) como um instrumento de intenso debate com a sociedade e revelaram a grande necessidade de organização popular.

Entre as organizações que integram a Assembleia Popular estão as Pastorais Sociais da CNBB, Cáritas Brasileira, Grito dos Excluídos, Movimento Sem Terra, Consulta Popular, Marcha Mundial das Mulheres, Via Campesina, Uneafro, Movimento dos Atingidos por Barragens e Jubileu Sul.

O encontro acontecerá no Centro de Treinamento Educacional (CTE) em Luziânia (GO). Para chegar ao local, saindo de Brasília, deve-se pegar a BR-040 e entrar no Km 9,5 – setor de Chácaras Marajoara, S/N. A referência é a Fazenda Taveira – Posto Ipê.

Mais informações na página da internet www.assembleiapopular.org

As Pastorais da juventude de santa catarina esta sendo representada por Rodrigo Szymanski da diocese de Criciuma

fonte: www.cnbb.org.br

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