quinta-feira, 10 de junho de 2010

Poesia Sangue e Sombras, por Emerson Sbardelotti

Uma vez um velho índio me disse:

Nem sempre conseguimos o que queremos

Mas, nem por isso,

O que queremos deve ser a última etapa do conseguir.

Há sempre algo a mais para se fazer pelo ser humano

Há sempre algo a mais para se fazer pela Mãe Terra

Deve existir sempre o meio termo entre o caçador e a fera

E todos nós voltaremos ao barro primeiro

Àquela primeira explosão

Àquele primeiro acorde do antigo violão

E todos nós iniciaremos um novo diálogo

A partir de um mistério profundo

A partir de um encontro oriundo

Com a vida: plenitude e canção

É preciso muitas vezes dar uns calos

Para lembrarmos dos pés

No caminho o que mais incomoda

Não é a distância a percorrer

Mas a pedrinha que entra debaixo deles

De que importa as cores de nossas peles

Se a cor do sangue de nossas veias

E de nossas sombras são as mesmas

Emerson Sbardelotti

08 de junho de 2010

21:57

*direitos reservados

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