segunda-feira, 21 de março de 2011

Fé na moçada, por Fabíola Perez | Revista Brasil



A despeito da despolitização de significativa parcela da juventude brasileira, tem muita gente com uma ânsia louca de melhorar o mundo
Por: Fabíola Perez
Publicado em 17/03/2011
Fé na moçada
Mayara Longo e o Movimento Passe Livre: militância desde a meninice(Foto:Danilo Ramos/Revista do Brasil)
Rebeldes, revoltados, esquerdinhas. Tem todo tipo de qualificação para gente assim. Jovens que não se conformam com a realidade do mundo em que vivem. Que acreditam em valores como a solidariedade e têm convicção de que é possível fazer algo para mudar. E fazem. “Muita coisa está em desacordo na nossa sociedade. Mal saio de casa e já deparo com moradores de rua. Você vai ao posto de saúde e não vê atendimento digno.” Estudante de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Mayara Longo Vivian, de 21 anos, acredita que só se transforma a sociedade com organização e ação. Moradora do centro de São Paulo, para ela a militância é parte do cotidiano tanto quanto estudar e trabalhar.
Aos 12 anos, aderiu ao movimento punk. “Desde a pré-adolescência comecei a militar em um coletivo de apoio ao Movimento de Moradia do Centro de São Paulo”, conta. Ainda adolescente, conheceu o Movimento Passe Livre (MPL), que defende um modelo de transporte público e gratuito e adota como princípios atuar com independência, apartidarismo e tomar decisões coletivas e por consenso. “Toda vez que passo pela catraca de um ônibus sinto que cobrar por esse serviço é uma afronta.” O MPL surgiu em Santa Catarina, constituiu-se formalmente no Fórum Social Mundial de 2005 e organizou-se em várias capitais. Em São Paulo, conseguiu este ano reunir milhares de simpatizantes em manifestações semanais, provocou reuniões com autoridades e conquistou apoio de parlamentares ao objetivo de reverter o reajuste das tarifas de ônibus, de R$ 2,70 para R$ 3, e do metrô, de R$ 2,65 para R$ 2,90­.
Mayara faz parte de um contingente de jovens engajados em pautas cada vez mais diversificadas, segundo pesquisa realizada em 2008 pelos institutos Ibase e Pólis. “Os coletivos juvenis se inquietam mais com as condições sociais”, observa a socióloga­ Helena Abramo, coordenadora­ do estudo “Juventudes sul-americanas: diálogos­ para a construção da democracia regional”. Realizado na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, o estudo mostrou que questões sociais ganham musculatura entre as novas gerações. “Em uma conjuntura diversa da de um passado recente, em que a liberdade era mais restrita, e com o restabelecimento dos instrumentos de participação, a desigualdade social ganha mais espaço”, diz a socióloga.
Para o jornalista Rodrigo Savazoni, coor­denador do projeto CulturaDigital.br, o pulsar que movia a juventude nos anos da ditadura continua latente. “No contato com jovens dos assentamentos do MST, das centrais sindicais, universidades e de ONGs, percebe-se o quanto alimentam a seiva política que corre na sociedade.”
Coração lutador
A voz ainda conserva a euforia dos que gostam de contar histórias. Com 77 anos, Waldemar Rossi foi protagonista de distintos momentos políticos no país. Recorda com orgulho ter integrado a Comissão Justiça e Paz, na companhia de dom Paulo Evaristo Arns, Hélio Bicudo e Fábio Comparato, em defesa dos perseguidos pela ditadura. Até hoje continua engajado no trabalho da Pastoral Operária de São Paulo. Ele acredita que os anos de repressão no Brasil foram responsáveis pelo processo de modificação no perfil da juventude. “A ditadura implementou um modelo de educação para impedir que as futuras gerações tivessem conhecimento da verdadeira história. E essas gerações deixaram de compreender o processo político nacional”, afirma.

Política e futebolFutebol/Juventude Política- Danilo Ramos

Aos sábados, em um campo de várzea na Lapa, zona oeste de São Paulo, o Autônomos Futebol Clube reúne seus 50 integrantes e seu time de futebol feminino para fazer do esporte elo de integração e participação social. Filho de uma assistente social e de um bancário, Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira, de 28 anos, um dos fundadores do time, foi autor da ideia. “Meus pais eram militantes na época da ditadura, mas eu nunca tive interesse por partidos políticos”, conta. Na adolescência, Danilo chegou ao movimento punk e, por meio dele, conheceu ideais do anarquismo, que defende uma sociedade sem governos.
Formado em Geografia, ele diz que é necessário pensar o mundo de uma forma mais humana. “Discutir política é debater desde o preço do pãozinho até o fato de haver mais espaço para carros que para o transporte público na cidade”, enfatiza. Em seu time de futebol não há presidente nem diretoria. “Nosso time é autogestionário e carrega diversos questionamentos políticos, mas lá dentro cada um tem sua posição.”
Danilo conta que o conceito de futebol como meio de intervenção política é pouco praticado na América Latina. Já na Europa existem outros times com essa mesma proposta. Com um deles, o inglês Easton Cowboys­, o Autônomos já fez intercâmbio. “Nós os convidamos para conhecer a realidade brasileira e em 2009 eles vieram participar de palestras em universidades. No ano seguinte, fomos convidados a ir conhecer o trabalho deles”, lembra.
Inspirado no que viu na Europa, Danilo diz que a atuação do time em prol de comunidades locais fortificou-se.
Morador do centro da cidade, ele apoia o movimento Frente de Luta por Moradia (FML), que se dedica a ocupações de imóveis abandonados e cobra projetos habitacionais na região central de São Paulo. Para colaborar, o time ajuda com doações e divulgação.
“A visibilidade social é conquistada a partir do momento em que se está no centro, geográfico e político”, afirma.

Muitas maneiras

“Durante um tempo as pessoas não sabiam como militar sem ser por intermédio dos partidos. Ao longo dos anos 1980, a juventude que queria participar não encontrava necessariamente abrigo nas pautas dos partidos formais, que se transformavam cada vez mais em estratégias para atingir o poder”, analisa Rodrigo Savazoni­.
Com o avanço da democracia, canais de participação foram se multiplicando, e hoje a juventude encontra espaço para se manifestar por melhorias em sua comunidade ou em seu país, seja na política partidária – o que inclui a disputa pelo poder, mas se esgota nela –, em movimentos sociais e sindicais, seja em coletivos autônomos atuantes nos mais diferentes setores de atividade.
O projeto coordenado pelo jornalista, por exemplo, é capitaneado pelo Ministério da Cultura e conta com incentivo da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da sociedade civil organizada. O CulturaDigital.br realizou em novembro de 2010 a segunda­ edição do Fórum da Cultura Digital Brasileira. A iniciativa reuniu milhares de jovens que se articulam no espaço virtual das redes sociais para trocar experiências e pensar políticas públicas culturais. Para Rodrigo, o CulturaDigital pensa o Brasil um pouco mais à frente.
“Pretendemos usar a mesma metodologia para construir projetos de políticas públicas em outras áreas­, como saúde e habitação”, adianta. O coorde­nador vê no uso das redes sociais na ­internet para fins de mobilização político­-social uma fase ainda embrionária. Mesmo­ assim, elas já são uma eficiente ferramenta de aglutinação e divulgação das mais diversas manifestações.
O advogado Murilo Gaspardo, de 27 anos, presidente da Juventude do Partido Verde em São Paulo, admite o descrédito de parte da juventude brasileira. “Os partidos precisam fazer o resgate da política como espaço para a reestruturação da sociedade. Eles têm de reconquistar a juventude”, avalia. Dispor de canais que permitam viver a experiência da participação e desfrutar resultados são fatores estimulantes.
A atriz, radialista e estudante de Gestão de Cultura Mariana Perin, de 28 anos, coordena,­ com 15 outros jovens de diferentes partidos políticos – entre eles Murilo –, o projeto Estação Jovem, em parceria com a Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul, em São Paulo. Estruturas para andar de skate, equipamentos musicais para shows, computadores conectados à internet são alguns dos itens que compõem os espaços do centro cultural. Mariana conta que em 2006 foram realizadas audiências para que a população participasse da construção do projeto e abastecesse de propostas o Centro de Referência da Juventude, que funciona todos os dias na parte superior do Terminal Rodoviário Interestadual Nicolau Delic.
“O termo política vem sendo deturpado. Então, quando a gente consegue criar uma forma arejada de engajar, a receptividade entre os jovens é maior. Organizamos uma situação, inserimos os participantes e depois explicamos que aquilo é política”, diz Mariana. “Falar de política pública por meio de arte, cultura e lazer faz com que aceitem o substantivo política outra vez em seu cotidiano.”
De sonho individual ao coletivo
Luiz Carlos Sembro Junior, o Juninho 13, fazia parte de uma banda e tinha dificuldade de achar lugares para ensaiar, se apresentar e produzir. Em março de 2007, ele e um amigo encontraram um galpão abandonado na Vila Sabrina, bairro carente na divisa entre a capital paulista e Guarulhos. Depois de recorrer, sem sucesso, a várias instâncias municipais e estaduais para descobrir quem respondia pelo espaço, reuniram os síndicos do conjunto habitacional vizinho e propuseram um ato de comodato, uma autorização para ocupar o galpão. Os mutirões e a movimentação chamaram a atenção dos moradores. “Começaram a fazer perguntas, as crianças queriam ficar o dia todo lá. A gente foi sentindo que a necessidade não era só nossa. Passamos a fazer almoços coletivos nos fins de semana, porque as crianças não iam embora e as mães não as procuravam para comer”, lembra Juninho.
Assim criaram o Centro Independente de Cultura Alternativa e Social (Cicas), que, com a participação de voluntários e de outros coletivos de jovens, foi oferecendo atividades cada vez mais variadas à comunidade: capoeira, inglês, recreação, dança do ventre e oficinas de culinária, entre outras.
O coletivo começou a participar de projetos de incentivo. Um estúdio foi instalado com verba do programa Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), da Prefeitura de São Paulo. Mesmo tendo obtido esse apoio oficial, em meados­ de 2010 o grupo surpreendeu-se com o aviso de que seria despejado e o prédio, demolido. Mobilizaram-se, fizeram barulho e criaram um clima de pressão que obrigou a prefeitura a recuar – a administração alegava que pretendia fazer uma praça. Hoje, o Cicas tem de funcionar com autorização para permanecer com os trabalhos sociais, que atendem cerca de 300 pessoas por mês, além dos shows realizados nos fins de semana.
Juninho, que também é funcionário público, lembra que quando era criança não podia passar nem perto da área onde está o Cicas. “Era proibido. Agora isso mudou, as pessoas ficam mais tempo na rua, o clima está melhor. A gente também vê diferença no comportamento das crianças.” E, como os moradores que participam do centro, Juninho também mudou: “Nunca tinha feito nada parecido, agora vejo a nossa responsabilidade, passei a enxergar tudo de forma diferente. Aprendi com cada ação, cada planejamento, e hoje sei que o que fazemos também é uma ação política”.

Bandeiras levantadas

A União da Juventude Socialista (UJS) diz ter cerca de 100 mil ativistas de diversos partidos de esquerda, sobretudo do PCdoB, que viveram momentos marcantes da história recente do Brasil, como a luta dos “caras-pintadas” pelo impeachment do presidente Collor, em 1992, e as marchas contra as denúncias de corrupção ocorridas no governo de Fernando Henrique. O diretor de organização da UJS, Fernando Borgonovi, de 29 anos, afirma que os jovens se envolvem fortemente nas atividades planejadas pelos partidos em parceria com os movimentos sociais.
Ele lembra que em março do ano passado a União Nacional dos Estudantes­ (UNE) e a União Brasileira de Estudantes­ Secundaristas (Ubes) reuniram-se para uma manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para pedir que 50% dos fundos criados a partir dos recursos do pré-sal fossem destinados à educação. “A educação ainda está em descompasso­ com o desenvolvimento nacional, por isso temos de garantir que esse recurso não seja dispersado”, defende Fernando.
Filiado ao PSDB, Gabriel Vinícius Carmona Gonçalves, de 16 anos, trabalhou no ano passado em sua terceira campanha política. Para ele, o partido precisa investir mais na aproximação com os jovens. “Tem sido muito difícil atrair a juventude, porque as pessoas, em geral, acham que o PSDB é muito fechado”, avalia. Integrante da Juventude Tucana, Gabriel ressalta que, antes e depois do período eleitoral, o partido costuma organizar, com a ajuda das redes sociais, cursos de formação política.Juventude Petista / Alessandra - Foto Danilo Ramos
Alessandra Dadona, da Juventude Petista, começou a militar há nove anos, aos 16, e também considera a aproximação um desafio. “Eles têm pique para se engajar. O que falta, muitas vezes, é um canal adequado. Precisamos saber dialogar com as diversas realidades. Isso não pode ser obstáculo, tem de ser um estímulo”, acrescenta. Mayara, do MPL, concorda: “Não importa se o caminho é longo, a gente vai continuar andando. Desmotiva mais viver sem fazer nada do que lutar pelo que você acredita, mesmo com dificuldades”.
Rosana Sousa, secretária de Juventude da CUT, observa que hoje as atenções são fragmentadas numa ampla diversidade de causas. Não é como no passado, quando a resistência à ditadura praticamente unificava tudo. “As bandeiras de luta estão pulverizadas. Para nós, as lutas dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, por exemplo, não podem estar dissociadas das outras demandas da sociedade, como qualidade na educação, na saúde, nas políticas públicas, por também representarem um futuro melhor para o trabalhador”, afirma.
Alessandro Medeiros Pinto, o Preto, de 26 anos, presidente do Centro Acadêmico da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), atua no movimento estudantil, é filiado ao PDT, trabalha na Força Sindical e considera­ baixo o nível de politização da juventude. “A gente tem dificuldade de motivar as pessoas­ que não querem se expor nem assumir­ compromissos”­, lamenta.
O secretário da Juventude da Força Sindical, Jefferson Tiego, de 27 anos, também pondera que é complicado atingir os jovens. “A juventude não se manifesta sobre nada. Nós conseguimos dialogar pelas redes sociais, mas não conseguimos provocar a atitude política”, diz. Assim como a CUT, a Força está na luta pela aprovação do projeto de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e gostaria de ver os jovens empenhados. “Afinal, isso vai beneficiá-los, pois terão mais tempo para estudar e, assim, conquistar um futuro melhor.”

Apenas mudar o mundo

Depois de se envolver com o ativismo estudantil, Rodrigo Rubido, com um grupo de amigos do curso de Arquitetura da Universidade Católica de Santos, tomou gosto pela tarefa de mobilizar gente e tomar atitudes para melhorar o estado das coisas. Uma dessas iniciativas foi um mutirão para restaurar o Museu de Pesca de Santos, abandonado havia anos. “Pusemos em prática a produção coletiva, com o envolvimento de comunidades caiçaras. Logo éramos 150 estudantes, e fomos percebendo o quanto conseguíamos realizar”, lembra. Pouco tempo depois, um grupo de estudantes da América Latina visitou o museu e, empolgado com a metodologia criada pelos alunos de Arquitetura, incentivou-os a disseminar a fórmula. Em menos de um ano, em 1999, nasceu o programa Guerreiros Sem Armas, um curso que capacita jovens para a realização de transformações positivas e sustentáveis em comunidades.
Na primeira edição, participaram apenas latino-americanos. No ano seguinte, com a criação da ONG Instituto Elos, as vagas se abriram para jovens de todo o mundo. “Na época, estávamos saindo da universidade.
Nossos pais queriam que a gente fosse viver a ‘vida real’, mas não dava mais. Até abrimos um escritório de arquitetura, mas, em paralelo, criamos o Elos”, afirma Rodrigo, hoje com 36 anos e os mesmos sonhos da época da universidade.
O programa já teve seis edições e recebeu quase 300 jovens, de 26 países. A metodologia, segundo Rodrigo, tem sete passos: olhar, afeto, sonho, cuidado, milagre, celebração e re-evolução. Os participantes aprendem a identificar características positivas de comunidades carentes de Santos, se integram a elas e, a partir dos sonhos dos moradores, começam a trabalhar em conjunto.
O processo de seleção é complexo: além de se comprometer com as atividades propostas pelo instituto, o candidato precisa ter entre 18 e 35 anos, “um sonho e uma visão de mudança, compromisso efetivo com sua causa e muita disposição e energia para agir”. O custo médio do curso é R$ 9.000 por participante, mas o valor individual repassado é de R$ 5.000. “O fator mais importante é a seleção: é preciso ter espírito empreendedor e sonhar em mudar o mundo. Não queremos que ninguém fique de fora por questões econômicas. Conversamos com os selecionados, vemos quem pode pagar e estimulamos que todos captem recursos, além de nós mesmos”, explica Rodrigo. Na edição de 2011, por exemplo, dos 64 participantes, 40 foram subsidiados, dos quais 23 não pagaram nada, entre eles, moradores de favelas.
O estudante carioca de Relações Internacionais Teo Petri Branco, de 24 anos, conheceu a ONG em 2009, quando ouviu um integrante do Elos falar sobre as ações do instituto e sobre o Oásis – jogo comunitário que utiliza a mesma metodologia do programa Guerreiros Sem Armas, em que a população e voluntários constroem em mutirão projetos escolhidos pelos moradores –, que seria realizado em Santa Catarina, em lugares atingidos pelas chuvas. “Viver um Oásis é uma experiência incrível, você repensa muito sua vida, o que você é capaz de fazer. Não parece, mas o que aprendemos a fazer ali é política pura, e no final percebemos que podemos fazer tudo”, afirma Teo, que também esteve na edição do Guerreiros Sem Armas de janeiro deste ano.
Cada jovem que participa de um Guerreiros Sem Armas ou Oásis sai multiplicando essa gana de melhorar seu bairro e – por que não? – o mundo. “Começar a acreditar é sempre o primeiro passo”, garante Rodrigo. 
O kirchnerismo e os jovens argentinos
Aos 60 anos, Néstor Kirchner, marido da atual presidente Cristina, era tido por muitas lideranças políticas de seu país como o grande responsável pela reaproximação dos jovens da participação política. Segundo a socióloga María Soledad Catoggio, professora da Universidade de Buenos Aires (UBA), as lutas políticas em torno de temas como direitos humanos e antiglobalização voltaram a atrair os mais jovens, depois de um longo período em que as manifestações escassearam – o desalento atingiu seu ápice na crise econômica de 2001. “O kirchnerismo conseguiu retomar a identificação com a juventude e contribuiu para a construção de atitudes políticas”, avalia. “As diversas militâncias, em centros universitários, espaços culturais e movimentos sindicais, se complementam com a participação espontânea dos jovens sem filiação partidária em atos e eventos do Partido Judicialista (peronista)”, afirma a socióloga, para quem o desafio das novas gerações é se reinventar.

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