quinta-feira, 21 de julho de 2011

Caminhada dos Mártires e os 40 anos da Prelazia de São Félix

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Testemunhas do REINO foi o tema-lema da Caminhada dos Mártires realizada nos dias 16 e 17 de julho de 2011, na Prelazia de São Félix do Araguaia-MT, na cidade de Ribeirão Cascalheira. Esta Romaria é um acontecimento de toda a Igreja, de modo especial da Igreja Latinoamericana e Caribenha e de tantas pessoas solidárias que querem celebrar e manter viva a memória daqueles e daquelas que deram suas vidas pelas causas maiores de nossas lutas e sonhos, que são as Causas da Vida, as Causas do Reino. Ao mesmo tempo a Prelazia de São Félix, celebra seus 40 anos de caminhada, que na força do Espírito, procura ser testemunho, compromisso e sinal de esperança, e “esperança consoladora” como dizia Dom Leonardo, bispo daquela Prelazia, no encerramento da Romaria, especialmente para os povos pobres daquela região.


Diz o bispo, ao relatar os 40 anos de caminhada da prelazia de São Félix,”estamos em Romaria! Romaria que recordará nossos mártires e nossa caminhada matirial, mas também nossa caminhada como prelazia nesses 40 anos. Caminhada como percorrer um caminho: o Reino de Deus; como abrir veredas: de justiça, fraternidade; caminhada onde nos deixamos tocar pelo mistério do Cruxificado-Ressuscitado que se manifesta naqueles que dão a vida! Muitas pessoas deram a vida pelo o Reino. Podemos dizer testemunhas do Reino, na região de nossa Prelazia. A caminhada dos mártires, será um testemunho destes 40 anos em Romaria”.
Sábado à noite, depois da celebração de abertura, presidida por Dom Leonardo Ulrich Steiner, com a participação de Dom Pedro Casaldáliga, deu-se início a caminhada martirial, rumo ao Santuário dos Mártires.
Aproximadamente, cinco mil pessoas participaram da Romaria dos Mártires da América Latina, em Ribeirão Cascalheira, pessoas vindas de quase toda região do Brasil e também do exterior.
CaminhaMartires40anos_2No decorrer da caminhada, muitos testemunhos foram partilhados, entre eles, a palavra carregada de significado, seivada pelo sangue do martírio do cacique Chicão Xukuru, e profetizada por aquela que foi sua companheira em vida, Zenilda Xukuru, que dizia: “o povo que nasceu pra lutar não vai morrer de braços cruzados”. Chicão foi assassinado em 20 de maio de 1998, na cidade de Pesqueira-PE, por lutar em defesa do território Xukuru. Seu sangue derramado não foi em vão, a luta continua, hoje, na pessoa de filho, o cacique Marcos Xucuru, afilhado de Casaldáliga.
No encerramento do evento que acontece a cada cinco anos, Dom Pedro Casaldáliga, cercado pelos romeiros e trêmulo, pelo Parkinson, mas muito afetuoso, deixou o seu recado: “ podem nos tirar tudo, menos a fé e a esperança”.
Dom Leonardo que presidiu a celebração final agradeceu carinhosamente a todos os envolvidos na preparação e realização da caminhada dos mártires e se dirigindo aos romeiros, dizia: “sejamos uma Igreja, geradora de esperança, e uma esperança consoladora”.CaminhaMartires40anos_3
Fonte: CNBB

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